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18/11/2014
Seminário Nacional de Servidores Federais afirma necessidade de luta unificada em 2015

O seminário Seminário Nacional de Servidores Federais, realizado entre os dias 14 a 16 de novembro na cidade de Brasília-DF, contou com mais de 300 participantes e a presença de várias entidades de representação dos trabalhadores e trabalhadoras.  O evento terminou dando ênfase à unidade das ações nas lutas dos servidores em 2015, foi este o mote que entoou no encontro desde o seu início.

O debate ficou centralizado em torno da precarização e terceirização do serviço público, apontando as dificuldades que virão devido à política de cortes no orçamento anunciada pelo governo, acompanhado de discussão de perspectivas com o próximo mandato de Dilma Rousseff na conjuntura nacional e  na internacional, enumerando as mobilizações dos trabalhadores em países como Itália, Bélgica, Grécia e vários da América Latina. 

Foto: fasubra.org.br

A metodologia adotada nos debates consistiu na divisão de grupos de trabalho (GT) encarregados de abordar os temas das mesas, seus representantes contribuíram na elaboração de relatórios de cada GT, de maneira a identificar os pontos de conflitos e consenso durante discuti-los nas plenárias.


A campanha salarial 2015 carrega em si elementos importantes que serão fundamentais no diálogo com o governo, um deles é a demanda por serviços públicos, desproporcional ao crescimento da população, a qual, nem mesmo a realização de concursos tem suprido a necessidade atual. Outro ponto é o aumento da qualificação dos servidores, algo que não vem caracterizando significativamente um aumento nos rendimentos. No contexto econômico, temos o aumento dos juros, que causa impacto direto no comprometimento da renda dos trabalhadores e rombo no orçamento causado pelo pagamento da dívida pública.

O encerramento do seminário se deu com a leitura de um relatório consolidado dos trabalhos, que se encontra em fase de revisão ortográfica e brevemente será disponível, contendo os sete pontos de acordo do evento. Entre eles:

  • Política salarial com correção das distorções – reposição das perdas inflacionárias;
  • Data-base 1º de maio;
  • Direito de negociação coletiva;
  • Paridade salarial entre ativos e aposentados;
  • Retirada dos projetos do congresso nacional que atacam os direitos dos servidores;
  • Aprovação imediata dos projetos de interesse dos servidores e
  • Isonomia dos benefícios (auxilio alimentação e plano de saúde).

As perspectivas para 2015, tendo em vista o cenário de crise econômica, requerem a mobilização constante em Brasília, busca de abertura de diálogo com o governo, a realização dos debates em nível local com os trabalhadores sobre a condição atual dos servidores, além de enfatizar a participação popular na luta em busca da reforma política. 

 

 

Foto: SINASEFE Nacional